CRN-5 · conselho profissional
Escola Antirracista de Nutrição
Desenho de curso, plano de ensino, e-book, campanha de lançamento e docência numa entrega só.
Formação · Pesquisa · Comunicação · Curadoria
Ver o estudo de casocrioula é um ecossistema dinâmico de criação de soluções contracoloniais para sistemas alimentares, matrigestado por Bruna Crioula.
Pesquisa, curadoria alimentar, comunicação, educação, consultoria e criação alimentar, articuladas por uma leitura racializada dos sistemas que produzem, distribuem e definem o que se come.
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Escritas sobre alimentação, raça, território e memória, direto no Substack de Bruna Crioula.
Incorporar raça, justiça alimentar e território a um projeto já em curso.
Transformar pesquisa em material que chegue a quem precisa dela.
Construir campanhas sem reproduzir estereótipos sobre comida e povo negro.
Desenhar cursos, percursos formativos e experiências com consistência.
Formar equipes capazes de sustentar uma leitura racializada dos sistemas alimentares.
Desenvolver ações coerentes com as sociobiodiversidades e com a memória.
Cinco frentes
Método
Um conjunto de habilidades e competências articuladas para a promoção de educação e letramento alimentar racializado.
Criado e desenvolvido por Bruna Crioula, o método atravessa todas as frentes e também pode ser contratado como frente específica.
Entender o métodoTrês entregas
Contextos, contratantes e formatos distintos, cada um combinando frentes diferentes.
CRN-5 · conselho profissional
Desenho de curso, plano de ensino, e-book, campanha de lançamento e docência numa entrega só.
Formação · Pesquisa · Comunicação · Curadoria
Ver o estudo de casoMuseu das Favelas · equipamento cultural
Pesquisa e curadoria sobre alimentação, território, cultura, favela e memória.
Pesquisa · Curadoria
Ver o trabalhoCriação própria da crioula
Percurso formativo autoral, concebido, escrito e conduzido pela crioula.
Formação · Pesquisa
Ver o cursoComunidade Muvuca
Gente diferente sustentando a pesquisa, a escrita e a criação autoral de Bruna Crioula.
Sobre
crioula é um ecossistema dinâmico de criação de soluções contracoloniais para sistemas alimentares, matrigestado por Bruna Crioula. Ecossistema porque nada aqui funciona isolado: a pesquisa alimenta a formação, a formação alimenta a comunicação, a comunicação alimenta a consultoria, e todas devolvem ao chão comum da curadoria alimentar.
Comunidade Muvuca
Gente diferente sustentando a pesquisa, a escrita e a criação autoral de Bruna Crioula.
Na agroecologia, nomeia as sementes cuidadas e mantidas por comunidades tradicionais. Carregam a diversidade da natureza e o saber popular partilhado de geração em geração.
No Brasil, o termo nomeou descendentes de africanos nascidos e criados aqui e, por extensão, pessoas negras. Uma ancestralidade essencial, historicamente negligenciada e invisibilizada.
A crioula foi fundada em 2017 como empresa social protagonizada por mulheres negras, com uma pergunta difícil: o que aconteceria se a alimentação saudável fosse pensada a partir dos saberes que o Brasil aprendeu a tratar como resto?
Começou pela cozinha e pelas feiras, e foi crescendo para onde a pergunta levava: pesquisa, formação de profissionais, consultoria para instituições e comunicação em rede.
Hoje a crioula opera em cinco frentes permanentes, atravessadas pela curadoria alimentar como método. Do ponto de vista institucional, jurídico e fiscal, é a crioula que contrata e é contratada. A direção intelectual é de Bruna Crioula, e a execução acontece com ela e com equipes constituídas conforme a natureza de cada projeto, sempre com autoria reconhecida.
A quitanda e a crioula comida contracolonial se aproximam de um horizonte de reflexão sobre economias da vida: formas de gerar renda, circulação, autonomia e sustentação material por meio de relações que nutrem pessoas, territórios, conhecimentos e sociobiodiversidades. É formulação em desenvolvimento, não conceito fechado.
Marcos institucionais do ecossistema. A trajetória pessoal, acadêmica e política de Bruna está na página dela.
Fundação da crioula
Empresa social protagonizada por mulheres negras.
Programa de Sistemas Alimentares, Instituto Ibirapitanga
Organização donatária.
Prêmio Sim à Igualdade Racial
Finalista, Instituto ID_BR. Ver o anúncio ↗
Escola Antirracista de Nutrição
Entrega integral para o CRN-5, Bahia e Sergipe.
Semente Óstara Collective
Seleção no programa da Imaginal Studio.
Citação em Ajéum Mi'ú: confluências negras e indígenas
Editora Elefante.
Matrigestora do ecossistema crioula
Nutricionista, mestra em Ciências Sociais, pesquisadora, curadora alimentar, culinarista, comunicadora e educadora. Principal porta-voz da crioula e responsável pela direção intelectual de suas criações e entregas.
CRN-1 15753 · Brasília, DF
Bruna Crioula é o nome público de Bruna Oliveira. Antes de ser nome, precisou virar morada: foi nele que aprendi a reunir partes de mim que o mundo insiste em separar com violência e pressa, a pesquisadora, a nutricionista, a comunicadora popular, a mulher africana em diáspora no Brasil, a mãe, a coletora urbana, a curadora alimentar.
Escolhi a nutrição ainda no ensino médio, depois de um trabalho escolar sobre a fome que me atravessou. O curso pouco falava sobre enfrentamento da fome, políticas públicas de segurança alimentar ou sustentabilidade, e a ausência de referências negras era completa. Em vez de aceitar esse limite, fui construir por fora o que a graduação não oferecia: circulei por jornalismo, serviço social, psicologia, economia e ciências sociais até montar uma formação interdisciplinar própria.
Aprendi cedo que alimentação não diz respeito apenas ao que se come. Ela revela quem tem terra, quem tem tempo, quem tem água limpa, quem tem direito à abundância, e quem foi empurrado para sobreviver entre ausências. Desde 2017, à frente da crioula, germino ideias, sementes e autonomias a partir de uma leitura afro-referenciada dos sistemas alimentares.
Mestrado em Ciências Sociais · Unisinos
Não Convencionais para quem? Uma crítica contracolonialista sobre as PANC no Brasil.
Graduação em Nutrição · Unisinos
TCC em hortas urbanas e práticas alimentares coletivas.
Técnico em Nutrição · ETS/HCPA
Produção intelectual · conceito autoral
A designação Plantas Alimentícias Não Convencionais carrega o peso de uma perspectiva colonial. Não convencionais para quem? Para qual corpo, qual território, qual cultura? As plantas que sempre estiveram nos quintais e nas feiras das nossas comunidades nunca foram alternativas, foram fundamentais.
A partir da pesquisa de mestrado, Bruna Crioula desenvolveu uma crítica contracolonial que resultou no conceito de Plantas Alimentícias Não Colonizadas, as PANC ancestrais: uma ressignificação que desloca o olhar, reconhece resistências e abre passagem para saberes que antecedem a linguagem que tentou enquadrá-los.
Observadora no CONSEA, Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional.
Rede Ajeum, com a realização do 1º Encontro Nacional de Nutricionistas Negros e Negras, no CONBRAN.
Conselheira no COMSEA Porto Alegre.
Coordenação e mobilização nacional do Banquetaço, em Brasília e Porto Alegre.
Curadoria de programação sobre política de cuidado, inovação pública e equidade racial na Semana de Inovação da ENAP.
Reportagem no Reporterre, França, sobre a trajetória e a descolonização da comida brasileira. Ler a reportagem ↗
Revista Sikudhani, edição 28: o que alimenta o pensamento negro? E o que o pensamento negro alimenta? Ler na Anansi Lab ↗
Dissertação de mestrado
Não Convencionais para quem? Uma crítica contracolonialista às Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC) no Brasil. Unisinos, 2023. Repositório da Unisinos ↗ · Ler o PDF ↗
Nossos pratos vêm de longe
A alimentação brasileira numa afroperspectiva. Editorial Quintas Pretas, Editora Intrínseca. Ler o texto ↗
PANC ancestrais
Proposição autoral sobre Plantas Alimentícias Não Colonizadas. Culinária biointerativa e vocabulário insurgente da comida viva ↗
Currículo acadêmico completo
Comunidade Muvuca
Gente diferente sustentando a pesquisa, a escrita e a criação autoral de Bruna Crioula.
Atuações conduzidas diretamente por Bruna. A contratação é formalizada pela crioula, com contrato, nota fiscal e escopo por escrito.
Método autoral
Um conjunto de habilidades e competências articuladas para a promoção de educação e letramento alimentar racializado.
Criado e desenvolvido por Bruna Crioula, o método existe em três dimensões ao mesmo tempo: é a lente que orienta todas as frentes da crioula, é uma forma de leitura do mundo e de criação de soluções, e é uma frente específica de trabalho, contratável por instituições, coletivos, projetos e eventos.
Dimensão racional
Curar começa por pesquisar, selecionar e relacionar referências. Significa reconhecer e valorizar sistemas de conhecimento afro-brasileiros, africanos, indígenas e populares, interpretar criticamente os sistemas alimentares e reconhecer as ausências, os apagamentos e os silenciamentos que organizam as narrativas alimentares brasileiras. É também selecionar alimentos, receitas, pessoas, territórios, saberes e experiências.
Essa dimensão exige analisar a coerência ética, racial, ambiental, cultural, política e econômica de cada proposta antes de colocá-la no mundo.
Dimensão sensível
A comida mobiliza sentidos, afetos, memórias e emoções, e nenhuma leitura técnica dá conta disso sozinha. A curadoria alimentar pede escuta sensível de pessoas, comunidades e territórios, amor e responsabilidade pela natureza, e o reconhecimento da interdependência entre pessoas, alimentos, territórios e outras formas de vida.
Dimensão criativa
Criar a partir da intuição, da imaginação, da pesquisa e da experiência vivida. Compreender a comida como linguagem, relação e possibilidade de criação de mundo, e transformar esse entendimento em narrativas, experiências e percursos pedagógicos que articulam cozinha, pesquisa, comunicação e educação.
Dimensão comunicacional
Traduzir conhecimentos científicos sem reduzir sua complexidade, adaptar pesquisas e conceitos a diferentes linguagens, plataformas e formatos, construir estratégias de conteúdo e calendários editoriais, produzir conteúdos audiovisuais, editoriais e digitais, e dirigir conceitualmente processos de fotografia, vídeo, podcast, design e comunicação. Rigor intelectual, sensibilidade estética e circulação pública do conhecimento operando juntos.
Dimensão regenerativa
Buscar caminhos regenerativos para os sistemas alimentares e contribuir para a recomposição de vínculos, ecossistemas, memórias e autonomias. Isso implica desenvolver soluções adequadas ao território, ao público e ao contexto, e construir e coordenar as equipes multidisciplinares capazes de sustentá-las.
A curadoria alimentar também pode ser contratada como frente de trabalho.
Ver as soluçõesSoluções
Instituições contratam a crioula. Bruna Crioula conduz a direção intelectual e responde publicamente pelo trabalho. Conforme a natureza do projeto, a execução envolve equipes constituídas especialmente para a entrega, com autoria reconhecida.
Comunidade Muvuca
Gente diferente sustentando a pesquisa, a escrita e a criação autoral de Bruna Crioula.
Frente 01
Problemas que enfrenta
Projetos alimentares, culturais e educativos que precisam de direção conceitual e de coerência entre o que dizem e o que servem.
Como a crioula atua
Assume a direção conceitual e a leitura crítica do projeto a partir de perspectivas raciais, culturais, ambientais, territoriais e econômicas, e constrói a equipe necessária.
Entregas
Exemplo: Projeto XEPA, no Museu das Favelas, combinando curadoria e pesquisa.
Frente 02
Problemas que enfrenta
Conhecimento que existe mas não circula, e decisões tomadas sem base sobre alimentação, raça, território e sociobiodiversidade.
Como a crioula atua
Pesquisa de campo, documental e bibliográfica, e a adaptação desse material para os formatos em que ele efetivamente chega ao público pretendido.
Entregas
Exemplo: GENTECrioula, projeto próprio de podcast com uma temporada lançada.
Frente 03
Problemas que enfrenta
Campanhas que reproduzem estereótipos sobre comida e povo negro, e conteúdos que simplificam a ponto de deformar o que pretendiam explicar.
Como a crioula atua
A crioula não opera como agência convencional de redes sociais. O que sustenta esta frente é a articulação entre pesquisa, estratégia, educação alimentar racializada e leitura crítica dos sistemas alimentares.
Entregas
Exemplo: campanha de lançamento da Escola Antirracista de Nutrição, do roteiro à direção de edição.
Frente 04
Problemas que enfrenta
Equipes e profissionais que precisam sustentar uma prática racializada e não encontram formação consistente na área.
Como a crioula atua
Desenha o percurso inteiro, do plano de ensino ao material didático, e conduz ou prepara quem vai conduzir.
Entregas
Exemplo: Curso Livre Alimentação Saudável numa Afroperspectiva, criação própria da crioula.
Frente 05
Problemas que enfrenta
Políticas, programas e editais que se apresentam como neutros e, por isso, reproduzem desigualdades que pretendiam enfrentar.
Como a crioula atua
Faz o diagnóstico, aponta as incoerências e desenha a estrutura técnica, incluindo teoria de mudança, atividades e indicadores.
Entregas
As frentes não funcionam como departamentos isolados. Cada projeto tem uma frente principal e mobiliza as outras conforme a necessidade.
Curso institucional
Formação e Educação como frente principal, com Pesquisa para o conteúdo e Comunicação para a campanha de lançamento.
Campanha educativa
Comunicação à frente, apoiada por Pesquisa nos conteúdos e por Curadoria Alimentar na direção conceitual.
Programa público
Consultoria na abertura, Formação para as equipes e Pesquisa para a sistematização da experiência.
Valores e faixas de investimento não são publicados. Cada proposta é construída a partir do escopo.
Trabalhos realizados
Entregas contratadas e criações próprias, com o escopo real de cada uma.
Trabalhos encomendados por instituições, com escopo e autoria descritos.
Estudo de caso · Conselho Regional de Nutrição da 5ª Região, Bahia e Sergipe · 2024
A primeira formação de um conselho regional de nutrição sobre prática profissional antirracista. Um caso em que a curadoria alimentar reuniu pesquisa, desenho pedagógico, produção editorial, comunicação, direção de campanha e docência dentro de uma única entrega.
Desenho pedagógico
Desenho do primeiro curso, plano de ensino e planos de aula.
Instrucional
Plano instrucional elaborado para a professora anfitriã.
Editorial
E-book complementar ao curso Nutrição, Antirracismo e Justiça Alimentar.
Campanha e docência
Estruturação, roteirização e direção da campanha de lançamento. Bruna Crioula como professora anfitriã.
Museu das Favelas · 2023
Pesquisa e curadoria sobre alimentação, território, cultura, favela e memória, para um equipamento cultural.
Pesquisa · Curadoria Alimentar
Ler a publicação ↗Criação própria da crioula
Percurso formativo autoral sobre alimentação saudável a partir de uma leitura afro-referenciada, concebido, escrito e conduzido pela crioula.
Formação · Pesquisa
Ver o cursoFundo Agbara · programa Ajeum
Guia para afroempreendedoras da gastronomia, desenvolvido no programa Ajeum, do Fundo Agbara.
Formação · Pesquisa · Comunicação
Ver o guia ↗ACT Promoção da Saúde · 2025
Pesquisa, roteiro, direção editorial, textos e seleção de fontes para campanha sobre ambientes alimentares escolares, alimentação adequada e proteção da infância.
Comunicação · Pesquisa
Instituto Regenera · 2025
Pesquisa e direção narrativa de campanha sobre sistemas alimentares, justiça climática e presença afrodescendente nas agendas do clima, da concepção à distribuição.
Comunicação · Pesquisa
Ver a campanha ↗Rede Ajeum e ASBRAN · 2024
Curso nacional voltado à categoria profissional, articulando racismo institucional, saúde da população negra e prática clínica. Organização, curadoria e a aula Nutricídio para além da insegurança alimentar e nutricional.
Formação · Curadoria Alimentar
Mercy For Animals · 2024
Conteúdos sobre alimentação vegetal e racismo alimentar.
Comunicação · Pesquisa
Projetos concebidos, escritos e conduzidos pela crioula, sem encomenda externa.
Podcast · projeto próprio
Uma temporada lançada, com direção conceitual, roteiro e condução da crioula. Comida, raça e trajetórias em conversa.
Comunicação · Pesquisa
Ouvir no Spotify ↗Formação online · projeto próprio
Esteira de aulas-encontro ao vivo, cada uma em torno de uma fome que o Brasil produz. Concepção, ementa, condução e material são da crioula.
Formação e Educação
Ver a Aula SementeEditorial · desde 2017
Área editorial permanente da crioula: textos, ensaios e pesquisa em circulação pública. Mais de sessenta textos publicados.
Comunicação · Pesquisa
Ler os textosWebsérie · canal PorQueNão?
Programa da crioula em mídia interdependente, com episódios sobre agricultura urbana, PANC ancestrais, representação negra e sistemas alimentares.
Comunicação · Pesquisa
Editorial de pesquisa
Editorial de aprofundamento sobre a construção social do conceito de PANC no Brasil, desdobrado da pesquisa de mestrado.
Pesquisa · Comunicação
Projeto em desenvolvimento
Em articulação com o Instituto Federal de Brasília, Campus Planaltina. Aberto a parceria, apoio e financiamento.
Consultoria · Pesquisa
Ver o projetoComunidade Muvuca
Gente diferente sustentando a pesquisa, a escrita e a criação autoral de Bruna Crioula.
Iniciativas em que a crioula atuou junto de outras organizações, plataformas e coletivos. Algumas seguem ativas, outras integram a memória da trajetória.
Fiocruz Brasília
Repositório vivo de pesquisas e ações sobre as dimensões e os significados dos hábitos alimentares brasileiros, integrando saber científico e popular.
Pesquisa · Comunicação
Plataforma colaborativa
Base de conhecimento livre para o mapeamento de plantas alimentícias não convencionais, voltada ao reencontro com o consumo desses alimentos.
Pesquisa · Comunicação
Movimento de formação
Mobilização e formação pela reinserção das PANC ancestrais na alimentação, conectando pessoas e organizações em torno da diversidade alimentar.
Formação · Comunicação
Economia regenerativa
Manejo, cultivo e beneficiamento de PANC ancestrais como caminho de soberania e segurança alimentar, com difusão de saberes tradicionais.
Consultoria · Formação
Mídia interdependente
Mídia que divulga e acelera iniciativas transformadoras pelo Brasil, parceira da crioula na difusão de conteúdo audiovisual.
Comunicação
Iniciativa histórica · 2024
Ação pontual de fomento realizada em 2024. Encerrada, mantida aqui como registro da trajetória.
Comunicação e Difusão de Conhecimento
Cada trabalho combina frentes diferentes. Conte o problema e desenhamos o escopo junto.
Registros, materiais e documentação das entregas estão reunidos no portfólio completo da crioula ↗.
Criação própria · 2022 e 2023 · concluído
Uma jornada ancestral para descolonizar o conceito de alimentação saudável a partir dos ensinamentos, das ciências e das tecnologias culinárias e alimentares africanas e diaspóricas nas américas. Um percurso para compreender como os conhecimentos afro-orientados sobre alimentação são estratégias de promoção da saúde da população preta brasileira.
21
meses de percurso
111,5
horas de formação
21
encontros
100%
online, com aulas gravadas
O conceito de alimentação saudável também é constituído pelos valores e concepções do mundo ocidental branco eurocentrado. Os sentidos atribuídos ao comer e ao nutrir partem de um sujeito universalizado, e as experiências da branquitude se estabelecem como norma, desdobrando-se em insegurança econômica, social, cultural e sanitária para populações racializadas.
O racismo estrutural que modela o mundo moderno também se estende às realidades alimentares da população negra: segregação geopolítica do comer, insegurança alimentar e nutricional e doenças crônicas não transmissíveis são marcas presentes nas favelas e periferias brasileiras. O povo preto vive um processo histórico de apagamento de suas heranças alimentares, sujeito às regras do sistema alimentar hegemônico que protagoniza parte do que o pesquisador Llaila O. Afrika define como nutricídio.
Tendo o ensinamento de Sankofa como fio condutor, o curso acessa o passado para ressignificar o presente, na materialização de futuros com soberania e segurança alimentar e nutricional para o nosso povo.
Além das docentes convidadas de cada aula, o percurso teve acompanhamento pedagógico permanente de três professoras anfitriãs.
Nutricionista ecológica, pesquisadora alimentar com ênfase em sociobiodiversidade e matrigestora da crioula. Idealizadora, coordenadora pedagógica e pesquisadora responsável pelo curso.
Nutricionista, mestra e doutora em Educação em Ciências e Saúde pelo Instituto NUTES da UFRJ. Pesquisadora do CulinAfro UFRJ-Macaé e do GEDES/UFRJ.
Gastróloga, cozinheira e professora de culinária. Pesquisa e escreve sobre referências africanas na alimentação e modos ancestrais de se relacionar com o alimento e com o cozinhar.
Em geral um encontro por mês, no segundo sábado, em dois turnos: aula expositiva dialogada pela manhã e roda cultural à tarde.
Racismo estrutural
Silvio Almeida
Mito da democracia racial no Brasil
Célia Patriarca
Racismo ambiental e mudanças climáticas
Diosmar Filho
Raça, classe social e gênero no Brasil
Winnie Bueno
Elementos gerais da história da África pré-colonial
Jefferson Machado
Filosofias de Kemet relacionadas à saúde
Katiuscia Ribeiro
Filosofia afroperspectivista
Renato Noguera
Ciências da saúde afro-orientadas
Anin Urasse
Alimentação, cultura e negritudes
Alexandre Brasil
Saúde da população negra: um panorama geral
Emanuelly Vitoria da Silva Almeida
Soberania e segurança alimentar e nutricional
Regina Miranda
Nutricídio: racismo alimentar
Bruna Crioula
Quilombismo e insegurança alimentar e nutricional
Ana Lúcia Pereira
Comunidades matriarcais: oralidade e saberes ancestrais da roça à cozinha
Jacira Roque de Oliveira
Contracolonização da cozinha brasileira: o caso das PANC
Bruna Crioula
Gastronomia afro-brasileira e diálogos em afrobrasilidades
Lourence Cristine Alves
Cozinheiras negras: um trabalho invisibilizado, desvalorizado e essencial
Taís Sant’anna Machado
Cozinha afro-diaspórica: contribuições africanas na culinária das américas
Aline Chermoula
Comida de quilombo, comida de verdade
Rute Costa
Seminário integrador e avaliação coletiva
Professoras anfitriãs
Encontro de tutoria acadêmica
Sessão tira-dúvidas sobre o produto educacional final, com as professoras anfitriãs
O certificado foi emitido para quem teve frequência mínima de 75% de presença síncrona, nos dois turnos, e entregou um produto educacional final. Faltas podiam ser compensadas por transmissões supervisionadas.
O curso teve bolsas de 25% a 100% de isenção, com prioridade para mulheres pretas, pardas ou indígenas, cis ou trans, em situação de vulnerabilidade socioeconômica, sustentadas por uma campanha de apadrinhamento aberta a pessoas e organizações.
Realização da crioula curadoria alimentar em parceria com o Djanira Instituto de Pesquisa e Ensino, que articula ensino, pesquisa e extensão na interlocução entre soberania e segurança alimentar e nutricional, Ciências Sociais e Teologia.
A segunda metade do percurso teve financiamento do Instituto Ibirapitanga.
Quer um percurso formativo desenhado para a sua instituição?
A crioula concebe, escreve e conduz formações completas, do desenho pedagógico à docência.
Projetos próprios
Iniciativas criadas pela crioula, que existem por autoria própria e não por contrato.
Podcast · uma temporada lançada
Projeto próprio de comunicação e difusão de conhecimento, dedicado a alimentação, raça, território e memória a partir das pessoas que constroem esses caminhos.
Novas temporadas estão abertas a parcerias, patrocínios e recursos.
Em desenvolvimento · busca parceiros
Projeto elaborado por Bruna Crioula e seu esposo, em articulação entre a crioula e o Instituto Federal de Brasília, Campus Planaltina. Relaciona-se também ao trabalho de conclusão do curso de Agroecologia dele.
Está disponível para articulação, apoio e financiamento.
Conversar sobre o projetoFUNDOCrioula
Iniciativa pontual, realizada uma única vez. Não está em operação nem em captação.
Formação e Educação · produto autoral permanente
Aulas-encontro com Bruna Crioula sobre alimentação, raça, corpo, território, saúde, clima, ancestralidade e justiça social.
Uma esteira de formações autorais ao vivo da crioula curadoria alimentar. Cada aula abre uma pergunta densa, com tempo de conversa, teoria, ementa, referências e presença. Aqui, a comida é janela para entender o mundo, mas nem todo alimento cabe no prato.
Aula Semente não é webinar nem live rápida. É uma aula-encontro, construída para quem precisa de tempo, escuta e densidade para pensar relações que quase sempre aparecem separadas: alimentação, raça, saúde, território, clima, corpo, memória, desejo, cuidado e justiça.
Cada turma tem dois encontros ao vivo de três horas, com material de apoio, referências, gravação por tempo limitado e certificado. A proposta é formar pensamento, não apenas entregar informação.
A chave da esteira
Na Aula Semente, fome não é apenas ausência de comida. Fome também pode ser ausência de sanidade, justiça, memória, território, palavra, desejo, comunidade, relação e futuro.
São alimentos que não carregam nutrientes bioquímicos, mas sustentam o corpo, a subjetividade, os vínculos, os direitos e a possibilidade de mundo.
Setembro a novembro de 2026
Cada turma pergunta por uma fome que o Brasil produz e por um alimento que a colonialidade não reconhece como alimento.
Alimentação, raça e saúde mental
Como alimentação, raça, corpo, território, culpa, escassez, imagem de si, cansaço e racismo atravessam o sofrimento psíquico da população negra, sem reduzir adoecimento mental a falha individual.
Inscrições abertas
18 e 25 de setembro
2 encontros ao vivo de 3h · 6 horas
R$ 157 até 31 de agosto · R$ 197 depois
Clima, raça e equidade
A crise climática não atinge corpos abstratos. Ela revela quem perde território primeiro, quem respira pior, quem tem menos proteção e quem carrega as soluções sem ser nomeado.
Inscrições abertas
17 e 24 de setembro
2 encontros ao vivo de 3h · 6 horas
R$ 157 até 31 de agosto · R$ 197 depois
Sociobiodiversidade · comida · oralituras
Parte da pergunta “não convencionais para quem?” para pensar plantas, comidas, nomes populares, PANC ancestrais e oralituras como caminhos de reencontro com saberes que a colonialidade tentou desautorizar. Aqui, memória não é nostalgia: é a comida como arquivo vivo.
Inscrições abertas
22 e 29 de outubro
2 encontros ao vivo de 3h · 6 horas
R$ 157 no lote de entrada · R$ 197 no segundo lote
Cidade · comida · permanência
Pertencer não é sensação abstrata: é direito de ficar, circular, comprar, plantar, cozinhar e descansar. A comida como caminho para ler a cidade e a segregação geopolítica do comer.
Cada aula é uma semente. Algumas abrem perguntas sobre corpo e cuidado. Outras entram pela cidade, pelo clima, pela memória das plantas, pela palavra, pelo desejo, pela formação profissional e pelo direito ao futuro.
As outras oito aulas da esteira estão em construção e serão anunciadas quando abrirem turma.
Profissionais da nutrição, saúde coletiva, psicologia, assistência social, educação, agroecologia, sustentabilidade, cultura alimentar, políticas públicas e movimentos sociais. E pessoas interessadas em pensar alimentação, raça, corpo, território e justiça social numa afroperspectiva. Não exige formação prévia na área.
O histórico das turmas já realizadas será publicado aqui, cada uma com sua página, tema, data e material.
Aula Semente é um convite para pensar com tempo.
Para nomear ausências. Para reconhecer que nem toda fome aparece como vazio no estômago, mas muitas delas organizam o modo como vivemos, adoecemos, desejamos, trabalhamos, cuidamos e imaginamos futuro.
Com Bruna Crioula
Atuações conduzidas diretamente por Bruna Crioula. A contratação é formalizada pela crioula, com contrato, nota fiscal e escopo por escrito.
Fazer um conviteComunidade Muvuca
Gente diferente sustentando a pesquisa, a escrita e a criação autoral de Bruna Crioula.
Três campos de mentoria para profissionais que querem aprofundar sua prática. O desenho detalhado de cada um está em construção; a conversa inicial já pode acontecer.
Sustentabilidade
Para quem trabalha com sistemas alimentares e precisa sustentar coerência ambiental e territorial.
Nutrição antirracista
Para nutricionistas que querem racializar a prática clínica, coletiva ou institucional.
Educação alimentar racializada
Para educadoras e profissionais que desenham percursos formativos sobre comida.
A primeira conversa define o campo, o ritmo e o desenho da mentoria.
Comida e experiências
Duas expressões da crioula em que a pesquisa vira comida, mesa e encontro.
Feira itinerante
A quitanda não tem lugar fixo. Pode acontecer em Brasília, no Rio de Janeiro, em Manaus ou em qualquer território que a receba. É ao mesmo tempo um equipamento de educação alimentar, um espaço de letramento alimentar racializado e um espaço promotor de comércio justo, que dá protagonismo a produtos que fazem bem para todas as pessoas e para a natureza.
É também um espaço de diálogo: nutre o estômago e as mentes. A curadoria é feita hoje por Bruna Crioula e poderá envolver outras pessoas.
O que a banca pode reunir
Criação alimentar
A linha em que a pesquisa aplicada encontra a panela. As compotas partem de plantas alimentícias não colonizadas e de ingredientes das sociobiodiversidades brasileiras. As imersões culinárias e a alimentação coletiva reúnem memória afroancestral, confluências e fundamentos indígenas da cozinha brasileira.
Nas experiências, Bruna e a equipe cozinham para pessoas, grupos, instituições ou eventos. A constituição de uma equipe própria de produção e prestação de serviços é uma perspectiva de futuro, ainda não realizada.
Pode incluir
Ambiente editorial da crioula
Textos autorais, ensaios, entrevistas e colaborações sobre alimentação, raça, território e memória. {{ totalLabel }}
Sustentação recorrente
Gente diferente reunida no mesmo lugar, cada uma com seu tempo e sua forma de contribuir. Uma composição que sustenta a pesquisa, a escrita e a criação autoral de Bruna Crioula, e que circula de volta para quem participa.
Pesquisa autônoma, escrita, produção de conteúdo e o tempo necessário para pensar fora da urgência dos contratos.
Contribuição recorrente de quem acompanha o trabalho e quer que ele continue existindo de forma independente.
Pessoas de trajetórias distintas que se encontram em torno de comida, raça, território e cuidado.
A Comunidade Muvuca funciona por apoio mensal. Você escolhe um plano, contribui com o valor que faz sentido para a sua realidade e passa a fazer parte desse canteiro coletivo que sustenta o trabalho de Bruna Crioula e da crioula curadoria alimentar.
Parcerias e financiamento
Fundações, institutos, editais e empresas que queiram apoiar iniciativas de autoria própria da crioula, em vez de contratar uma entrega fechada.
Busca patrocínio para novas temporadas
Podcast com uma temporada lançada e direção intelectual já constituída. O apoio viabiliza pesquisa, produção, gravação e difusão de novas temporadas.
Busca parceiros institucionais
Projeto em desenvolvimento, em articulação com o Instituto Federal de Brasília, Campus Planaltina. Aberto a apoio, articulação e financiamento.
Uma conversa inicial sobre o interesse e o alcance possível, seguida do envio do projeto completo com objetivos, atividades, entregas e indicadores. A crioula também elabora projetos para editais em conjunto com a instituição parceira.
Iniciar a conversaContato
Toda proposta nasce de uma escuta. Conte o contexto do seu projeto, e a crioula responde com disponibilidade, composição de equipe e caminho de trabalho.
Conversa
Escuta do contexto, do território e do que está em disputa.
Proposta
Escopo, frentes mobilizadas, composição de equipe, prazos e investimento por escrito.
Execução
Entregas parciais e ajuste no meio do caminho.
Entrega
Material final, sistematização e caminhos de continuidade.
contato@crioulacuradoria.com
brunacrioula@crioulacuradoria.com
+55 61 99350-5005
Brasília, DF
Comunidade Muvuca
Gente diferente sustentando a pesquisa, a escrita e a criação autoral de Bruna Crioula.